quinta-feira, 29 de maio de 2014

CÂMARA APROVA CRIAÇÃO DA COMISSÃO DA VERDADE


Na tarde da última terça-feira (27), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, a criação da Comissão da Memória e da Verdade da Prefeitura de São Paulo. Com 34 votos favoráveis, duas abstenções e dois contrários (Telhada  do PSDB e Camilo do PSD, ambos ex-coronéis da PM votaram contra).

O projeto de lei, que foi enviado à Câmara pelo prefeito Fernando Haddad (PT), precisa ser novamente apreciado pelos vereadores em plenário.

Ela deve ser instalada dentro da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e o seu objetivo será o de apurar crimes cometidos dentro das dependências da Prefeitura durante a ditadura militar.

Trata-se de uma relevante decisão para os cidadãos paulistanos que poderão, com a efetivação da Comissão, passar a história da sua cidade a limpo.

sábado, 24 de maio de 2014

DEPOIMENTOS DE VÍTIMAS DA DITADURA

A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo em parceria com a TV ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), gravaram depoimentos de mortos e desaparecidos no período da ditadura militar. 

Atores, familiares e artistas contam as histórias de alguns dos milhares de cidadãos e cidadãs brasileiros que foram vítimas dos milicanalhas. 

Para entender o presente e projetar o futuro é preciso conhecer o passado. Vejamos: 

Paulo Roberto Pinto (Jeremias)

Ana Rosa Kucinski

Norberto Nehring

Helenira Resende de Souza Nazareth

Luiz Hirata

Sueli Kanayama

Massafumi Yoshinaga

Francisco Okama

Olavo Hanssen

Ruy Carlos Vieira Berbert

sexta-feira, 23 de maio de 2014

AUDIÊNCIA DA CNV E CEV-SP REALIZAM DEBATE SOBRE OS DANOS CAUSADOS PELA DITADURA À EDUCAÇÃO


Seis especialistas apresentarão, dia 30, trabalhos sobre o tema em audiência com transmissão ao vivo da Alesp.

A Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva (São Paulo) realizam, no próximo dia 30 de maio, audiência pública sobre os danos causados à educação nacional pela ditadura. Grupo de trabalho que reúne representantes da CNV, da CEV e das comissões da verdade universitárias mostra e debate como a política autoritária da ditadura afetou, pelo menos, três gerações de estudantes do Brasil.

Os danos causados pela ditadura vão além de torturas, assassinatos e desaparecimentos, faces mais cruéis e visíveis do terrorismo de Estado. Na educação, os ditadores atingiram gerações futuras, destruindo experiências educacionais e impuseram uma visão autoritária de mundo, sem espaço para contestações. Além disso, professores e funcionários eram demitidos e alunos expulsos com base no famigerado decreto 477, de 1969.

O trabalho de pesquisadores empenhados na elucidação desse período permite afirmar que na área da educação a ditadura tinha planos de longo prazo. No repertório autoritário, a educação tornou-se item essencial da Doutrina de Segurança Nacional.

O objetivo da audiência é mostrar a sistemática atuação de educadores a serviço da visão dos ditadores e dos formuladores de uma política educacional autoritária, elitista e alienada e terá em seu programa apresentações de seis especialistas brasileiros que estudam o tema em diferentes universidades.

PROGRAMA
Parte I – 9h30 – 12h
“O legado da ditadura para a educação brasileira” - Luis Antônio Cunha (UFRJ).
“Ensinar História após a ditadura militar” - Circe Bittencourt (USP/PUC-SP).
Parte II - 14h – 18h
“Educação Moral e Cívica e OSPB - antes, durante e após a ditadura” - Cleber Santos Vieira (Unifesp).
“A Operação Limpeza e a repressão aos movimentos de educação e cultura popular” - Wagner da Silva Teixeira (UFMT).
“A ESG - Escola Superior de Guerra e a educação brasileira no período da ditadura” - José Antônio Sepúlveda (UFF).
“Democracia e qualidade na educação brasileira: das Reformas de Base aos dias atuais” -Silvana Souza (UNIOESTE).


Audiência Pública sobre os danos causados à educação nacional pela ditadura
Data: 30 de maio de 2014.
Horário: 9h30 – 18h.
Local: Assembleia Legislativa de São Paulo – Plenário Teotônio Vilella (1º andar).
Endereço: Avenida Pedro Alvares Cabral - Ibirapuera-São Paulo-SP.
Transmissão ao vivo: TV Alesp: http://www.al.sp.gov.br/noticias/tv-alesp/assista/

Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva".

Informações à Imprensa: Thaís Barreto
comissaodaverdadesp@al.sp.gov.br
(11) 3886-6228/6227

quarta-feira, 21 de maio de 2014

ADVOGADOS PARA A DEMOCRACIA PARTICIPAM DE OFICINA DO PROJETO COMUNICA DH

Integrantes do COADE estão participando da oficina sobre 'Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão' que abre o Projeto Comunica DH da Incubadora de Projetos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC).

O objetivo é oferecer à população atividades gratuitas de formação em comunicação sobre direitos humanos e cidadania.

Parabenizamos a iniciativa da Prefeitura em levar esse importante debate à sociedade. Acreditamos que a única forma de democratizarmos os meios de comunicação, respeitando a Constituição Federal e os Direitos Humanos, é levando informação aos cidadãos fazendo com que eles reflitam sobre a importância do tema para que juntos possamos acabar com a ditadura midiática que desde sempre, infelizmente, existe em nosso país.

Não há democracia sem comunicação democratizada.

A oficina teve início na segunda-feira (19/05) e terminará em julho. As inscrições ainda podem ser feitas no link http://bit.ly/1okcOfD.

Matéria sobre a oficina:



Incubadora de Projetos
Rua Otto Alencar, 270, Cambuci
Tel.: (11) 3208-2020
Comunica DH: inscrições no link
http://bit.ly/1okcOfD
E-mail:
comunicadh@prefeitura.sp.gov.br


terça-feira, 20 de maio de 2014

MPF DENUNCIA CINCO MILITARES POR MORTE DE RUBENS PAIVA


Nesta segunda-feira (19), o MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro denunciou cinco militares reformados do Exército pelo homicídio e ocultação do cadáver do ex-deputado Rubens Paiva bem como por associação criminosa armada e três deles por fraude processual.

O crime ocorreu entre os dias 21 e 22 de janeiro de 1971, no Destacamento de Operações de Informações (DOI) do 1° Exército, no Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, zona norte do Rio.

Após mais de quarenta anos, o MPF formulou denúncia a partir de novas provas descobertas na casa de Paulo Malhães, em Nova Iguaçu, onde o coronel foi encontrado morto no mês passado (relembre) depois de ter realizado um forte depoimento na Comissão da Verdade (relembre).

Os documentos encontrados reforçam o caminho traçado pela investigação, mas permanecem sob sigilo. Além disso, os depoimentos de 27 pessoas apoiaram a denúncia.

O ex-comandante do DOI José Antônio Nogueita Belham e o ex-integrante do CIE (Centro de Informações do Exército) coronel Rubens Paim Sampaio foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada. Ambos podem ser condenados a até 37 anos e seis meses de prisão.

Já o coronel reformado Raymundo Ronaldo Campos e os militares Jurandyr Ochsendorf e Souza e Jacy Ochsendorf e Souza foram denunciados pelos crimes de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada. As penas para os três podem superar dez anos de prisão.

O MPF pediu, além das prisões, que as aposentadorias dos denunciados sejam cassadas e que os órgãos militares sejam "oficiados para despi-los das medalhas e condecorações obtidas ao longo da carreira".

As ações dos militares denunciados são considerados crimes de Estado, e podem ser considerados como de lesa-pátria não havendo prescrição por tratar-se de crime contra a humanidade. Além disso, não se enquadram na Lei da Anistia por terem sido praticados dentro de uma lógica de “ataque sistemático e generalizado contra a população civil por um sistema semiclandestino de repressão política”.

sábado, 10 de maio de 2014

ANISTIA INTERNACIONAL LANÇA CAMPANHA PELA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO NA COPA


Os Advogados para a Democracia subscrevem a campanha mundial “Brasil, chega de bola fora” criada pela Anistia Internacional e lançada na última quinta-feira (08/05). 

Entendemos que é um direito inalienável o de liberdade de expressão e manifestação durante a Copa do Mundo no país sendo inadmissível que o Congresso Nacional aprove projetos de lei que restrinjam direitos e criminalizem manifestantes.

Estamos de olho nessa situação e não olvidaremos em denunciar qualquer forma de censura ao cidadão brasileiro protegido pela Constituição Federal do Estado Democrático de Direito Brasileiro.

Confira abaixo a matéria sobre o tema publicada pela Agência Brasil: 

Foi lançada hoje (8) a campanha mundial “Brasil, chega de bola fora”, promovida pela Anistia Internacional. O objetivo é defender o direito à liberdade de expressão e manifestação pacífica durante a Copa do Mundo, tendo em vista os projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que podem levar à restrição de direitos e à criminalização de manifestantes.

Foram mobilizadas 20 seções da Anistia Internacional em diversos países para coletar assinaturas online nos endereços cartaoamarelo.org.br e aiyellowcard.org. A petição será entregue à presidenta Dilma Rousseff e ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, no início de junho.

De acordo com a assessora de direitos humanos da Anistia Internacional Brasil, Renata Neder, a petição pretende dar um cartão amarelo ao governo brasileiro, como um aviso de que o mundo inteiro está de olho na garantia do direito à manifestação pacífica.

A campanha defende a regulamentação do uso de armas chamadas de “menos letais”, além de treinamento adequado aos agentes de segurança que atuam em manifestações. “A gente teve muitos casos de uso excessivo e desnecessário da força durante esses protestos, inclusive com o uso inadequado das armas chamadas menos letais, como gás lacrimogêneo e bala de borracha, o que resultou em muitas pessoas lesionadas, inclusive com lesões graves, que perderam o olho, perderam a visão, foram severamente agredidas pela polícia”, diz Renata.

Ela também destaca o uso inadequado da legislação para enquadrar os manifestantes detidos. “Em São Paulo, foi a Lei de Segurança Nacional; no Rio de Janeiro, a Lei de Organizações Criminosas. Muitas pessoas sendo enquadradas pelo crime de formação de quadrilha, uma legislação que não tem nada a ver com o contexto dos protestos, e sim com o crime organizado. Na nossa avaliação, isso é uma tentativa de criminalizar os manifestantes”, afirma.

Outro problema, segundo a Anistia Internacional, é a falta de investigação dos abusos cometidos pelas forças de segurança. “Não há mecanismos claros de investigação e responsabilização dos eventuais abusos cometidos pela polícia, então todas essas denúncias feitas por manifestantes que sofreram agressões e violações não estão sendo devidamente investigadas e os responsáveis não estão sendo levados à justiça, isso é muito grave”.

Em junho do ano passado, em meio à escalada de violência registrada em passeatas, a Anistia Internacional enviou para todos os governadores e secretários de Segurança Pública dos estados um guia de boas práticas para o policiamento de manifestações. Ele foi feito com base em princípios estabelecidos pela ONU e traz recomendações às autoridades sobre modos de ação policial que assegurem o direito às manifestações pacíficas e evitem incidentes violentos. O documento completo, em inglês, está disponível na internet.

Durante o lançamento da campanha, a Anistia Internacional informou que vai monitorar as manifestações que devem ocorrer durante a Copa do Mundo e relatar qualquer abuso que seja cometido.

terça-feira, 6 de maio de 2014

CONFIRA OS VÍDEOS DA SÉRIE OS ADVOGADOS CONTRA A DITADURA

Do Portal EBC
 
Confira todos os vídeos da série Os Advogados Contra a Ditadura, composta por cinco episódios. A obra faz um apanhado do papel estratégico da Justiça Militar durante o regime e presta homenagem aos advogados que estiveram na defesa de presos políticos. 

A obra se tornou uma série graças ao olhar precioso de um dos maiores documentaristas brasileiros, Silvio Tendler, conhecido como o “cineasta dos vencidos” ou “o cineasta dos sonhos interrompidos” por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella, entre outros. Silvio Tendler já produziu cerca de 40 filmes e agora vai contar memórias de homens e mulheres fundamentais na luta contra as atrocidades cometidas pelo Estado: os advogados que atuaram na defesa de presos políticos. 

A ideia da série surgiu do livro Advogados e a Ditadura de 1964 – A defesa dos perseguidos políticos no Brasil, organizado pelos professores Fernando Sá, Oswaldo Munteal e Paulo Emílio Martins. Lançado em 2010 pela editora PUC-Rio e tomado como inspiração para a série que teve direção de Silvio Tendler. 

Os Advogados Contra a Ditadura é uma realização em parceria com o projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. 

No primeiro episódio, Os Advogados Contra a Ditadura narra os primeiros dias do golpe civil-militar e como eles foram vivenciados pelos advogados que viriam a atuar na defesa dos presos políticos: o conflito da Cinelândia, a resistência armada que não houve, a prisão dos advogados de esquerda, a resistência dos estudantes, o primeiro estádio usado como prisão da América Latina, entre outros assuntos.
O segundo episódio de Os Advogados contra a Ditadura relata a atuação dos advogados, as diversas formas de ação com que se envolveram na luta contra o arbítrio e suas reflexões sobre o momento histórico. As leis de segurança e o recrudescimento da repressão, a legitimidade da luta armada e o posicionamento dos advogados perante os limites da advocacia, a defesa como estratégia de denúncia das torturas, o fim do Habeas Corpus, estratégias de defesa e a inclemência da tortura institucionalizada são alguns dos assuntos abordados.
Neste episódio, Os Advogados contra a Ditadura se divide em dois blocos: o primeiro retrata o sistema repressivo e o segundo a sua atuação contra os advogados.O desenvolvimento do sistema repressivo da ditadura, a tortura e sua sofisticação, a cumplicidade do Poder Judiciário com a tortura e atentados contra advogados são alguns dos temas desenvolvidos pelos entrevistados.
As histórias tristes, trágicas, pitorescas e engraçadas em torno da atuação dos advogados durante a ditadura são lembradas, com muita emoção, neste episódio, como a defesa técnica e a defesa política, a relação com os clientes e as estratégias do Tribunal do Júri, entre outras.
O Ciclo se fecha e o passado se encontra com o presente, com vistas a um futuro em que a democracia seja menos autoritária e mais igualitária. Os últimos anos da ditadura e a luta pela democracia são os tópicos debatidos neste último episódio de Os Advogados contra a Ditadura: Novembrada, atentado a bomba na sede da OAB, construção do projeto Brasil Nunca Mais e Comissão da verdade, entre outros.