sexta-feira, 22 de agosto de 2014

EM BRASÍLIA, MARCHA DENUNCIA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO


Do MST
 
Nesta sexta-feira, 22, ocorre em Brasília, a II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro. Convocada pela campanha “Reaja ou será morto(a)”, que teve início na Bahia, em 2005, o movimento luta contra o Racismo e a o fim do Genocídio da população negra.

A Marcha está sendo organizada em 15 países e 18 estados do Brasil. Além do Distrito Federal, estão confirmados atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Sul, Amazonas e Espírito Santo, entre outros.

A violência contra a população negra é confirmada pelas estatísticas do mapa da violência (2002-2012). Segundo dados, as vítimas negras aumentaram de 29.656 para 41.127. Enquanto o número de assassinatos de brancos diminuiu 19.846, em 2002, para 14.928, em 2012. As vítimas, em sua maioria, são do gênero masculino, cuja faixa etária encontra-se entre 15 e 29 anos.

O autonomia e protagonismo histórico da mulheres negras é respeitado pelo sua atuação na linha de frente da Marcha e como impulsionadoras das ações nas ruas do país. “As mulheres negras tem reagido e resistido a opressão dirigida as suas comunidades e criado instituições de luta, solidariedade e humanidade do povo negro em todos os continentes”, afirma o movimento em trecho do texto da convocatória para a Marcha.

A Marcha ainda denuncia a inércia do Governo na implementação de políticas a favor da população negra e a total omissão do Estado brasileiro ao fazer uso de programas ineficazes que não tem dotação orçamentária, diante de uma conjuntura de violência e Genocídio Racial em curso no Brasil.

Serviço
Dia: 22/08 - Sexta-feira
Horário: 14hs
Local: Praça Zumbi dos Palmares, em frente ao Setor de Diversões Sul, CONIC

sábado, 16 de agosto de 2014

CRIANÇA DESESPERANÇA. MAIS UMA FARSA GLOBAL



Para Pessoas honestas como você que acham que estão contribuindo para uma causa nobre, mas na verdade estão sendo ROUBADOS PELO PIOR MAU DESTE PAÍS, QUE SE CHAMA REDE GLOBO E SEUS PARTIDOS AFILHADOS. A melhor imagem e som caem do céu ? Não, do seu bolso, como se telefonia também fosse barato!!!  


Criança Esperança : VOCÊ ESTÁ PAGANDO O IMPOSTO DE RENDA DA REDE GLOBO!

Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro, é mentira.

Isso porque no mês de Abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda COM O SEGUINTE DESCONTO: doação feita à Unicef no valor de (tantos milhões de reais).

Aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança.

Ou seja, a Rede Globo desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores!

Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 ou mais para o Criança Esperança, não pode, sabe por quê?

Porque Criança Esperança é somente uma marca e não uma entidade beneficente.

Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum.

Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua?

Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de Leão Esperança.

Lição:

Se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!

EXERÇAMOS ESTE PODER-DEVER, ENVIANDO ESTE TEXTO À LISTA DE AMIGOS E CONTATOS!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

FREI TITO VIVE

O Coletivo Advogados para a Democracia esteve no seminário “Frei Tito e a Revolução Brasileira – Reflexões a partir dos escritos de Tito sobre Resistência à Ditadura, Educação Popular e Socialismo”, realizado no último sábado (09/08) no auditório do Colégio Rainha da Paz em Alto de Pinheiros (São Paulo).
Na noite anterior também estivemos na celebração eucarística realizada na Igreja de São Domingos de onde Tito, em companhia de outros frades, foi retirado pelo delegado Fleury, em novembro de 1969, para ser seviciado no DEOPS (Departamento Estadual de Ordem Política e Social)
O seminário foi promovido pelo Coletivo Frei Tito Vive para lembrar os quarenta anos da sua morte completados ontem (10/08). 
O Cearense Tito de Alencar Lima, Frade da Igreja Católica, membro da Ordem dos Dominicanos foi acusado, junto aos outros presos, de oferecer infraestrutura à ALN e Carlos Marighella e de apoiar ações da resistência. 

Nos porões do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), foi submetido a terríveis torturas marcando para sempre sua vida. Há depoimentos seus e testemunhos de confrades que revelam as formas mais cruéis a que submetido: em fevereiro de 1970, no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), na Rua Tutóia, durante três dias seguidos tomou choques elétricos por todo o corpo, bateram sua cabeça na parede e deram pauladas em seu peito, queimaram sua pele com cigarro, especialmente na boca, “para receber a hóstia”, os algozes queriam que, dentre outras coisas, Frei Tito confessasse que os frades dominicanos participaram de assaltos a bancos e revelasse o nome de quem o ajudou a conseguir o sítio de Ibiúna para o congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1968. 

Mesmo sendo cruelmente torturado Frei Tito não disse uma só palavra e por esta razão foi quebrado por dentro, como prometeu o Capitão da Oban: “Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis. Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de seu silêncio.” 

Incluído na lista de presos políticos trocados pelo embaixador suíço Giovanni Bucher, sequestrado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Frei Tito foi banido do Brasil pelo ditador Médici.

Durante o seminário deste final de semana realizado pelo Coletivo #FreiTitoVive, Frei Beto declarou que conviveu com Frei Tito no cárcere, testemunhou seu sofrimento e que ainda assim ele não queria partir para o estrangeiro, pois amava esta terra. 

Em 10 de agosto de 1974, foi encontrado morto enforcado no exílio na França. 

Leia abaixo o depoimento de Frei Tito em 1970, quando estava preso. Este depoimento saiu clandestinamente da prisão e foi publicado em vários veículos de comunicação estrangeiros, a exemplo das revistas Look e Europeo: 

Fui levado do presídio Tiradentes para a "Operação Bandeirantes", OB (Polícia do Exército), no dia 17 de fevereiro de 1970, 3ª feira, às 14 horas. O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse: "Você agora vai conhecer a sucursal do inferno". Algemaram minhas mãos, jogaram me no porta-malas da perua. No caminho as torturas tiveram início: cutiladas na cabeça e no pescoço, apontavam-me seus revólveres. 

Preso desde novembro de 1969, eu já havia sido torturado no DOPS. Em dezembro, tive minha prisão preventiva decretada pela 2ª auditoria de guerra da 2ª região militar. Fiquei sob responsabilidade do juiz auditor dr Nelson Guimarães. Soube posteriormente que este juiz autorizara minha ida para a OB sob “garantias de integridade física”.

Ao chegar à OB fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o Congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968. Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. Apesar de declarar nada saber, insistiam para que eu “confessasse”. Pouco depois levaram me para o “pau-de-arara”. Dependurado nu, com mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça. Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-me "telefones" (tapas nos ouvidos) e berravam impropérios. Isto durou cerca de uma hora. Descansei quinze minutos ao ser retirado do "pau-de-arara". O interrogatório reiniciou. As mesmas perguntas, sob cutiladas e ameaças. Quanto mais eu negava mais fortes as pancadas. A tortura, alternada de perguntas, prosseguiu até às 20 horas. Ao sair da sala, tinha o corpo marcado de hematomas, o rosto inchado, a cabeça pesada e dolorida. Um soldado, carregou-me até a cela 3, onde fiquei sozinho. Era uma cela de 3 x 2,5 m, cheia de pulgas e baratas. Terrível mau cheiro, sem colchão e cobertor. Dormi de barriga vazia sobre o cimento frio e sujo. 

Na quarta-feira fui acordado às 8 h. Subi para a sala de interrogatórios onde a equipe do capitão Homero esperava-me. Repetiram as mesmas perguntas do dia anterior. A cada resposta negativa, eu recebia cutiladas na cabeça, nos braços e no peito. Nesse ritmo prosseguiram até o início da noite, quando serviram a primeira refeição naquelas 48 horas: arroz, feijão e um pedaço de carne. Um preso, na cela ao lado da minha, ofereceu-me copo, água e cobertor. Fui dormir com a advertência do capitão Homero de que no dia seguinte enfrentaria a “equipe da pesada”. 

Na quinta-feira três policiais acordaram-me à mesma hora do dia anterior. De estômago vazio, fui para a sala de interrogatórios. Um capitão cercado por sua equipe, voltou às mesmas perguntas. "Vai ter que falar senão só sai morto daqui", gritou. Logo depois vi que isto não era apenas uma ameaça, era quase uma certeza. Sentaram-me na "cadeira do dragão" (com chapas metálicas e fios), descarregaram choques nas mãos, nos pés, nos ouvidos e na cabeça. Dois fios foram amarrados em minhas mãos e um na orelha esquerda. A cada descarga, eu estremecia todo, como se o organismo fosse se decompor. Da sessão de choques passaram-me ao "pau-de-arara". Mais choques, pauladas no peito e nas pernas a cada vez que elas se curvavam para aliviar a dor. Uma hora depois, com o corpo todo ferido e sangrando, desmaiei. Fui desamarrado e reanimado. Conduziram-me a outra sala dizendo que passariam a carga elétrica para 230 volts a fim de que eu falasse "antes de morrer". Não chegaram a fazê-lo. Voltaram às perguntas, batiam em minhas mãos com palmatória. As mãos ficaram roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las. Novas pauladas. Era impossível saber qual parte do corpo doía mais; tudo parecia massacrado. Mesmo que quisesse, não poderia responder às perguntas: o raciocínio não se ordenava mais, restava apenas o desejo de perder novamente os sentidos. Isto durou até às 10 h quando chegou o capitão Albernaz. 

"Nosso assunto agora é especial", disse o capitão Albernaz, ligou os fios em meus membros. "Quando venho para a OB - disse - deixo o coração em casa. Tenho verdadeiro pavor a padre e para matar terrorista nada me impede... Guerra é guerra, ou se mata ou se morre. Você deve conhecer fulano e sicrano (citou os nomes de dois presos políticos que foram barbaramente torturados por ele), darei a você o mesmo tratamento que dei a eles: choques o dia todo. Todo "não" que você disser, maior a descarga elétrica que vai receber". Eram três militares na sala. Um deles gritou: "Quero nomes e aparelhos (endereços de pessoas)". Quando respondi: "não sei" recebi uma descarga elétrica tão forte, diretamente ligada à tomada, que houve um descontrole em minhas funções fisiológicas. O capitão Albernaz queria que eu dissesse onde estava o Frei Ratton. Como não soubesse, levei choques durante quarenta minutos. 

Queria os nomes de outros padres de São Paulo, Rio e Belo Horizonte "metidos na subversão". Partiu para a ofensa moral: "Quais os padres que têm amantes? Por que a Igreja não expulsou vocês? Quem são os outros padres terroristas?". Declarou que o interrogatório dos dominicanos feito pele DEOPS tinha sido "a toque de caixa" e que todos os religiosos presos iriam à OB prestar novos depoimentos. Receberiam também o mesmo "tratamento". Disse que a "Igreja é corrupta, pratica agiotagem, o Vaticano é dono das maiores empresas do mundo". Diante de minhas negativas, aplicavam-me choques, davam-me socos, pontapés e pauladas nas costas. À certa altura, o capitão Albernaz mandou que eu abrisse a boca "para receber a hóstia sagrada". Introduziu um fio elétrico. Fiquei com a boca toda inchada, sem poder falar direito. Gritaram difamações contra a Igreja, berraram que os padres são homossexuais porque não se casam. Às 14 horas encerraram a sessão. Carregado, voltei à cela onde fiquei estirado no chão. 

Às 18 horas serviram jantar, mas não consegui comer. Minha boca era uma ferida só. Pouco depois levaram-me para uma "explicação". Encontrei a mesma equipe do capitão Albernaz. Voltaram às mesmas perguntas. Repetiram as difamações. Disse que, em vista de minha resistência à tortura, concluíram que eu era um guerrilheiro e devia estar escondendo minha participação em assaltos a bancos. O "interrogatório" reiniciou para que eu confessasse os assaltos: choques, pontapés nos órgãos genitais e no estomago palmatórias, pontas de cigarro no meu corpo. Durante cinco horas apanhei como um cachorro. No fim, fizeram-me passar pelo "corredor polonês". Avisaram que aquilo era a estréia do que iria ocorrer com os outros dominicanos. Quiseram me deixar dependurado toda a noite no "pau-de-arara". Mas o capitão Albernaz objetou: "não é preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis". "Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia". 

Na cela eu não conseguia dormir. A dor crescia a cada momento. Sentia a cabeça dez vezes maior do que o corpo. Angustiava-me a possibilidade de os outros padres sofrerem o mesmo. Era preciso pôr um fim àquilo. Sentia que não iria aguentar mais o sofrimento prolongado. Só havia uma solução: matar-me. 

Na cela cheia de lixo, encontrei uma lata vazia. Comecei a amolar sua ponta no cimento. O preso ao lado pressentiu minha decisão e pediu que eu me acalmasse. Havia sofrido mais do que eu (teve os testículos esmagados) e não chegara ao desespero. Mas no meu caso, tratava-se de impedir que outros viessem a ser torturados e de denunciar à opinião pública e à Igreja o que se passa nos cárceres brasileiros. Só com o sacrifício de minha vida isto seria possível, pensei. Como havia um Novo Testamento na cela, li a Paixão segundo São Mateus. O Pai havia exigido o sacrifício do Filho como prova de amor aos homens. Desmaiei envolto em dor e febre. Na sexta-feira fui acordado por um policial. Havia ao meu lado um novo preso: um rapaz português que chorava pelas torturas sofridas durante a madrugada. O policial advertiu-me: "o senhor tem hoje e amanhã para decidir falar. Senão a turma da pesada repete o mesmo pau. Já perderam a paciência e estão dispostos a matá-lo aos pouquinhos". Voltei aos meus pensamentos da noite anterior. Nos pulsos, eu havia marcado o lugar dos cortes. Continuei amolando a lata. Ao meio-dia tiraram-me para fazer a barba. Disseram que eu iria para a penitenciária. Raspei mal a barba, voltei à cela. Passou um soldado. Pedi que me emprestasse a "gillete" para terminar a barba. O português dormia. Tomei a gillete. Enfiei-a com força na dobra interna do cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. O jato de sangue manchou o chão da cela. Aproximei-me da privada, apertei o braço para que o sangue jorrasse mais depressa. Mais tarde recobrei os sentidos num leito do pronto-socorro do Hospital das Clínicas. No mesmo dia transferiram-me para um leito do Hospital Militar. O Exército temia a repercussão, não avisaram a ninguém do que ocorrera comigo. No corredor do Hospital Militar, o capitão Maurício dizia desesperado aos médicos: "Doutor, ele não pode morrer de jeito nenhum. Temos que fazer tudo, senão estamos perdidos". No meu quarto a OB deixou seis soldados de guarda. 

No sábado teve início a tortura psicológica. Diziam: "A situação agora vai piorar para você, que é um padre suicida e terrorista. A Igreja vai expulsá-lo". Não deixavam que eu repousasse. Falavam o tempo todo, jogavam, contavam-me estranhas histórias. Percebi logo que, a fim de fugirem à responsabilidade de meu ato e o justificarem, queriam que eu enlouquecesse. 

Na segunda noite recebi a visita do juiz auditor acompanhado de um padre do Convento e um bispo auxiliar de São Paulo. Haviam sido avisados pelos presos políticos do presídio Tiradentes. Um médico do hospital examinou-me à frente deles mostrando os hematomas e cicatrizes, os pontos recebidos no hospital das Clínicas e as marcas de tortura. O juiz declarou que aquilo era "uma estupidez" e que iria apurar responsabilidades. Pedi a ele garantias de vida e que eu não voltaria à OB, o que prometeu. 

De fato fui bem tratado pelos militares do Hospital Militar, exceto os da OB que montavam guarda em meu quarto. As irmãs vicentinas deram-me toda a assistência necessária Mas não se cumpriu a promessa do juiz. Na sexta-feira, dia 27, fui levado de manhã para a OB. Fiquei numa cela até o fim da tarde sem comer. Sentia-me tonto e fraco, pois havia perdido muito sangue e os ferimentos começavam a cicatrizar-se. À noite entregaram-me de volta ao Presídio Tiradentes. 

É preciso dizer que o que ocorreu comigo não é exceção, é regra. Raros os presos políticos brasileiros que não sofreram torturas. Muitos, como Schael Schneiber e Virgílio Gomes da Silva, morreram na sala de torturas. Outros ficaram surdos, estéreis ou com outros defeitos físicos. A esperança desses presos coloca-se na Igreja, única instituição brasileira fora do controle estatal-militar. Sua missão é: defender e promover a dignidade humana. Onde houver um homem sofrendo, é o Mestre que sofre. É hora de nossos bispos dizerem um BASTA às torturas e injustiças promovidas pelo regime, antes que seja tarde. 

A Igreja não pode omitir-se. As provas das torturas trazemos no corpo. Se a Igreja não se manifestar contra essa situação, quem o fará? Ou seria necessário que eu morresse para que alguma atitude fosse tomada? Num momento como este o silêncio é omissão. Se falar é um risco, é muito mais um testemunho. A Igreja existe como sinal e sacramento da justiça de Deus no mundo.

"Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio. Fomos maltratados desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sairmos com vida. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte: deu-se isso para que saibamos pôr a nossa confiança, não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos" (2Cor, 8-9). 
Faço esta denúncia e este apelo a fim de que se evite amanhã a triste notícia de mais um morto pelas torturas. 

Frei Tito de Alencar Lima, OP 
Fevereiro de 1970

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O DESCARAMENTO DO GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN

 
O podre tucanato
 Com o resultado do Laudo Pericial realizado pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar e pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo, comprova-se o que todos já sabiam: a prisão dos manifestantes Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvargh foram ilegais e dignas de um Estado de Exceção e a manutenção delas perpetua esta ilegalidade colocando em cheque a ação não só da polícia, mas do Ministério Público que os denunciou como incursos no crime descrito no art. 253 do Código Penal, dentre outros e do Poder Judiciário que, ao negar-lhes a liberdade, tomou uma decisão sem qualquer comprometimento com a legalidade sendo pautada por interesses escusos do governo do Estado de São Paulo através da justiça estadual.
Está comprovado que os policiais que participaram da prisão de Hideki e Lusvargh mentiram ao atestar que ambos portavam explosivos. 
 Está comprovado, também, que o Ministério Público (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO), ao denunciar os acusados  priorizou as declarações dos policiais, ignorando os depoimentos dos ativistas, ignorando a existência de testemunhas que afirmavam não haver artefatos ou explosivos e até mesmo ignorando também a existência de filmagens fartamente divulgadas na internet que mostram o momento das prisões e a inexistência de objetos de posse dos ativistas.
Não bastasse isso, há relatos dos manifestantes, bem como de seus parentes, de que na prisão, sofreram maus tratos, sendo que um deles foi submetido a torturas que muito lembra os atos praticados nos porões da ditadura.
O governador, em entrevista à imprensa, não se fez de rogado e afirmou, que “Tanto o trabalho da polícia foi bem feito que a Justiça não soltou”. Lamentamos o descaramento de Geraldo Alckmin diante dessa absurda e vergonhosa declaração depois de um laudo que atesta a inocência dos encarcerados.
Mais uma vez se comprova o perfil retrógrado, conservador e autoritário do governo tucano em São Paulo que perdeu a referência inclusive de dignidade (leia-se vergonha na cara) ao não reconhecer os abusos praticados em mais esse episódio que agride fortemente os Direitos Humanos.
O desgoverno tucano não passará. Que venham as eleições!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

VILA SOCÓ: UEKI DEPÕE POR QUATRO HORAS, NEGA "ABAFA", MAS QUER COLABORAR

Do AfroPress

O ex-presidente da Petrobrás, ex-ministro das Minas e Energia e servidor durante 18 dos 21 anos de regime militar, Shigeaki Ueki, 79 anos, depôs nesta quarta-feira (30/07) à Comissão da Verdade "Rubens Paiva", da Assembléia Legislativa de S. Paulo, sobre o caso do incêndio da Vila Socó – o incêndio com maior número de vítimas de toda a história do Brasil, em que morreram pelo menos 508 pessoas – na sua maioria pobres e negros, migrantes nordestinos.

Ueki, que atendeu ao convite do presidente da Comissão, deputado Adriano Diogo (PT/SP), depôs das 14h às 18h, e respondeu as perguntas do próprio Diogo e dos participantes da mesa – os advogados Dojival Vieira, Luiz Marcelo Moreira e André Simões Louro, da Comissão da Verdade formada pela OAB de Cubatão para investigar a “Operação Abafa” desencadeada pelo regime militar para acobertar o caso.

Segundo essa Comissão, graças a tentativa de acobertamento das autoridades, à época, o número de mortos foi reduzido para 93, crianças de até 12 anos foram excluídas da lista de indenizações e a responsabilidade pelo incêndio jamais foi investigada com a garantia da impunidade dos responsáveis – inclusive do próprio Ueki  e outros funcionários graduados da estatal.

A maioria das famílias receberam à título de indenização apenas valores irrisórios pela perda de bens materiais. Os dois principais acusados – o próprio Ueki e o então interventor nomeado pelos militares, José Oswaldo Passarelli – não responderam a processo beneficiados por um “habeas corpus” impetrado junto ao Tribunal de Justiça de S. Paulo.
O caso ocorreu na madrugada de 24 para 25 de fevereiro de 1.984, quando cerca de 2 milhões de litros de combustível vazaram das tubulações que passavam em frente à favela. Por volta das 030h da madrugada do dia 25, um sábado, as chamas explodiram sobre o combustível que foi levado pela maré cheia para debaixo das palafitas onde viviam cerca de 6 mil pessoas.

Responsabilidade
Ueki admitiu que esteve ligado ao regime desde o primeiro governo militar – do marechal Castelo Branco – e depois durante os Governos Médici, Geisel e Figueiredo. “Nunca participei de força de repressão”, afirmou. Ele justificou a  adesão ao regime alegando que “testemunhou o nosso país correr o risco de se tornar uma grande Cuba – um Cubão”, acrescentou, provocando reações na platéia.

Questionado sobre o incêndio à favela, disse não aceitar que o número de mortos tenha sido maior que os 93 oficiais e citou comunicados mandados publicar pela Petrobrás nos principais jornais do país, - o primeiro no dia 27 de fevereiro (dois dias após o incêndio) e o segundo no dia 1º de março – colocando em cheque o “número despropositado de mortos” e o que chamou de “sensacionalismo” da imprensa, que confirmavam os dados da investigação conduzida pelo Ministério Público Estadual. “Não posso acreditar que tenham sido 500 mortos. Cem já é suficiente”, afirmou.

Operação Abafa
Depois de questionamentos do presidente da OAB Luiz Marcelo Moreira e de André Simões Louro sobre aspectos técnicos do processo – que estava a caminho de ser incinerado e foi desarquivado por iniciativa da Comissão – Ueki foi questionado pelo advogado Dojival Vieira, para quem a “Operação Abafa” ficou caracterizada pelo fato da Petrobrás jamais ter assumido a falta de manutenção das tubulações, a ausência de zelo na operação, que resultou no vazamento, no acobertamento do número de vítimas e na garantia à impunidade dos responsáveis.

“Esperamos 30 anos pelo momento de lhe fazer as perguntas que o senhor nunca ouviu, porque o senhor como homem do regime sempre foi muito blindado e nem com a imprensa falava com frequência. Com todo o respeito a sua pessoa, o senhor fala nesta audiência como um fiel servidor do regime militar que prendeu, sumiu, matou e torturou centenas de pessoas. No caso da Vila Socó, as vítimas foram uma população civil desarmada, que simplesmente virou cinzas em um incêndio cuja responsabilidade nunca foi assumida pela Petrobrás que estava sob sua direção”, afirmou Vieira.

Ueki negou que tenha havido acobertamento de dados. “Não houve caixa preta, não houve movimento de acobertamento ou de desvio para que se encobrisse a verdade”, afirmou sem, no entanto, desmentir os dados fornecidos pelas investigações, à época.

Segundo relatório dos promotores Marcos Ribeiro de Freitas e José Carlos Pedreira Passos (já falecido), com base nos laudos periciais do Instituto Médico Legal de Santos, haviam três hipóteses para o número de mortos: na primeira foram 508 calculados da seguinte forma - 86 óbitos documentados, com encontro de cadáver, mais um número estimado de 300 crianças de zero a três anos de idade, mais 122 crianças de 3 a 6 anos; na segunda hipótese, seriam 631 mortos, considerando-se 86 óbitos documentos, mais as 300 crianças de zero a três anos, além de 245 de 3 a 6 anos, que continuavam desaparecidas um mês após, e que na primeira hipótese era consideradas apenas 122.

Finalmente, uma terceira hipótese, dava conta de que além das crianças de zero a seis anos, tomadas em conjunto, somou-se um número não determinado de adultos, além dos 86 corpos localizados, o que elevaria o número para acima de 700 pessoas. Além disso foram registrados 27 feridos com lesões graves e outros cem, pelo menos, com lesões mais leves.

Tomando-se por base a primeira hipótese de 508 mortos, que é o que constou nos do processo, o número total de vítimas seriam de 635, incluidos os feridos. As informações tiveram mais destaque na Imprensa internacional, inclusive, em jornais como o The New York Times.

Indenizações
Ueki tentou ainda desacreditar os números alegando o porque das famílias das vítimas não procurarem a Petrobrás buscando indenização, sendo lembrado que a maioria dos moradores era composta de migrantes nordestinos, que tinham se mudado para a Vila Socó, sem deixar parentes nem contatos.
Sobre a exclusão de crianças de até 12 anos da lista de indenizáveis, o ex-presidente da Petrobrás garantiu que determinou ao então diretor responsável pela Refinaria Presidente Bernardes, José Joaquim Boarin (já falecido), que pagasse todas as indenizações sem questionar valores. Depoimentos de vítimas, contudo, asseguram que os que foram indenizados receberam apenas pelos poucos bens materiais que se perderam no incêndio e não pelos parentes mortos.

Depois de mais de quatro horas de iniciado o depoimento e das perguntas e questionamentos, tanto dos participantes da mesa quanto do assessor da Comissão Nacional da Verdade, Ivan Seixas, Ueki aceitou colaborar com a Comissão da Verdade. “Estou à disposição para colaborar”, garantiu. Ele pediu que os membros das Comissão façam questionamentos sobre os pontos levantados para que possa fazer gestões junto a contatos que mantém na direção da empresa para que toda a verdade sobre o episódio seja esclarecida.

Segundo o deputado Adriano Diogo, o depoimento do ex-presidente da Petrobrás ajudou a esclarecer dúvidas e foi importante para o restabelecimento da verdade sobre o caso.

terça-feira, 29 de julho de 2014

HUMAN RIGHTS WATCH COBRA AÇÕES DE ALCKMIN CONTRA TORTURA


A organização internacional de Direitos Humanos, Human Rights Watch, sediada nos Estados Unidos, encaminhou nesta segunda-feira (28/07) uma manifestação ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin cobrando medidas de combate e prevenção a tortura realizada por agentes oficiais do Estado.

Outra manifestação foi encaminhada ao Congresso Nacional solicitando prioridade na aprovação do Projeto de Lei do Senado nº 554 de 2011 que obriga a condução de cidadãos presos em flagrante à presença de um juiz no prazo máximo de 24 horas. 

Confira a manifestação ao Governo de São Paulo na íntegra.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

QUINTA DA RESISTÊNCIA


Os Advogados para a Democracia participarão na noite de hoje do evento criado pelos companheiros(as) Advogados Ativistas chamado "Quinta da Resistência", na Praça Roosevelt a partir das 19:30h.

O evento tem como proposta reunir Coletivos, Associações, ONG's e cidadãos que possam no espaço público debater sobre questões do cotidiano fomentando a prática cidadã.

Confira o texto de apresentação do evento:

A "Quinta da Resistência" irá ocorrer todas as quintas-feiras à partir das 19:30, na Praça Roosevelt. O primeiro encontro será nesta semana, dia 24.

O objetivo é ocupar a Roosevelt uma vez por semana com encontros de toda natureza e usar a praça com a verdadeira finalidade que ela foi criada - conhecer pessoas, debater, trazer vida à cidade.

Portanto, convidamos todos para participarem desse encontro. Como contribuição, o AA se propõe a realizar todas as quintas-feiras um debate público, nesta semana o tema será "Resistência e Estado de Exceção". Também estaremos dispostos a tirar dúvidas para coletivos e ativistas independentes.

A ideia de fazer da praça um centro de debate não a restringe apenas às discussões políticas. A ocupação cultural pela resistência é o nosso foco. Por isso, venha usar esse dia para promover o ensaio aberto da sua banda, a reunião do seu coletivo, o encontro do seu grupo de estudos, improvise sua aula pública. Todos nós temos o que ensinar, e muito pra aprender uns com os outros.

Leve seu violão e toque para todos, leia seu poema para um completo desconhecido, pratique seu malabarismo, ande de skate, ande de bicicleta, ande de mãos dadas, de um abraço em alguém. Traga seu cachorro para conhecer outros cachorros, traga seu cachorro para conhecer outras pessoas.

Venha trocar seus livros, seus filmes, roupas, amores. Venha trocar ideias. Será a "Noite do Escambo."

Iniciaremos nesta Quinta-Feira um processo de articulação para a criação do evento musical Rock in Roosevelt, assim como as Olimpíadas Urbanas da Roosevelt (com cabo de guerra, braço de ferro, etc), a Virada Cultural Roosevelt e o Festival Gastronômico Roosevelt. Todos estão mais do que convidados a contribuir nesses processos criativos e transformar ideias em práticas.

Todos os Coletivos e ativistas independentes, estão convidados a organizarem e articularem este processo de resistência.

Quinta da Resistência é um evento Creative Commons! Ela é sua, faça o que quiser com ela.

Está aí um bom motivo para sair de casa e conhecer pessoas.
Simples assim.
Quinta da Resistência na Praça Roosevelt.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

PERDEMOS UM GRANDE LUTADOR PELA REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL: PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO


Sentimos profundamente a morte do grande companheiro Plínio de Arruda Sampaio, nesta última terça-feira (8/7). A trajetória política de Plínio se confunde à luta histórica dos trabalhadores rurais pela Reforma Agrária no Brasil no século 20.

Foram mais de 50 anos de militância política, guiada pelos ideais socialistas e pelos valores humanistas, na defesa da liberação da terra, na emancipação dos camponeses e de todos os trabalhadores brasileiros.

Desde jovem participou como relator do plano de Reforma Agrária de João Goulart (1962-1964). O então deputado federal Plínio apresentou uma das propostas mais avançadas para a democratização da terra. A partir daí, abraçou a bandeira da Reforma Agrária com amor e dedicação até o final da vida.

Durante a ditadura militar, amargou o exílio e colaborou com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) na construção de programas de Reforma Agrária para a América Latina e África.

Na metade da década de 70 retornou ao Brasil e participou das campanhas contra a ditadura e pela democracia. Nesse processo, a trajetória de Plínio na luta pela Reforma Agrária encontra a retomada da organização dos trabalhadores rurais em ocupações de terra, que deu origem ao nosso Movimento em 1984.

Plínio esteve ao nosso lado no processo de consolidação do nosso Movimento na década de 80 e no processo duro de criminalização, que vivemos sob os governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

Com a eleição de Lula, em 2002, coordenou a elaboração do 2º Plano Nacional de Reforma Agrária, que o governo nunca tirou do papel. Apoiou a luta dos povos do campo contra o agronegócio e o controle das terras e da agricultura brasileira pelo capital internacional. Denunciou a omissão dos governos diante desse processo, que criou obstáculos ainda maiores para a Reforma Agrária.

Plínio foi mais do que um apoiador da luta dos Sem Terra, mas um parceiro de todas as horas e, especialmente, um amigo nos momentos mais difíceis. Com sua militância na Igreja Católica e influência no meio jurídico, contribuiu na resistência do MST às ofensivas do latifúndio e do agronegócio.

A Coordenação Nacional do MST, assim como as famílias acampadas e assentadas organizadas no nosso Movimento, têm em Plínio de Arruda Sampaio um avô, que sempre esteve ao lado na luta pela Reforma Agrária, mas que acompanhou seus netos ao trilharem seus caminhos, sem abrir mão de dar suas contribuições.

Plínio é um grande exemplo de luta e de coerência, que estará conosco em cada ocupação de terra, em cada marcha e em cada sonho dos nossos militantes, na luta permanente para a realização da Reforma Agrária e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária que tanto sonhou e batalhou.

COORDENAÇÃO NACIONAL DO MST

sexta-feira, 4 de julho de 2014

IV COPA REBELDE. PARTICIPE!


O que? IV Copa Rebelde dos Movimentos Sociais!
Quando? Domingo 06 de julho, das 09h às 21h.
Onde? Na Av. Duque de Caxias, n.907 - terreno da antiga rodoviária - Luz.
Por que? Por um futebol contra os muros, sem barreiras nem impedimentos!

O Comitê Popular da Copa SP convida movimentos sociais, coletivos, organizações e todas as pessoas abaixo e à esquerda para somar na IV Copa Rebelde: por um futebol contra os muros, e sem juiz!

#Vai Ter: liberdade de manifestação, futebol de várzea, torcida rebelde, ambulantes, população de rua, movimentos de moradia, todos os gêneros, passe livre, marcha da maconha, rodas de conversa, rap, forró, sound system, maracatu, fanfarra, performance, teatro, sarau, oficina de camiseta, mídia livre, fogueira e quadrilha junina, brincadeiras com crianças, exposição de fotos, comidas juninas, caldinho e muito mais!

#Não Vai Ter: PM, zona de exclusão, lei geral da FIFA, catracas, grades, higienização, remoção, tarifa, homofobia, machismo, racismo, exploração sexual, futebol-mercadoria, estádio elitizado, corporações patrocinadoras, terrorismo de estado, inquérito ilegal, construtoras, mídia corporativa, empresas de (in)segurança e repressão...

Pedimos a todas as pessoas que somem na organização:
- A partir do sábado às 14h faremos um mutirão de limpeza do terreno para deixar nosso legado!
- É tempo de festa junina: traga um prato de comida doce ou salgada para compartilhar!
- Também convidamos movimentos, coletivos e organizações para somar nas atividades paralelas ao futebol, apresentar seu rolê e aproximar as lutas da cidade! Tragam suas bandeiras, panfletos e o que mais quiser pra formar a torcida rebelde!
- Para jogar, forme um time com 5 na linha + 1 no gol e chegue cedo! Sugerimos que os times sejam mistos, com muitos gêneros e idades!
- Não será permitido jogar com chuteira de travas - somente chuteira society ou tênis comum
- Comissões de trabalho: futebol, crianças, estrutura, comida, programação.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 05/07
Às 9h: limpeza do terreno (primeiro grupo)
Às 14h: limpeza do terreno (segundo grupo)

Dia 06/07
9 – 12h: inscrições dos times e jogos nas duas quadras
12h: fim das inscrições de times
14h: fim da primeira fase
+ intervenção Parque Augusta
14h20: debate sobre espaço da Antiga Rodoviária
+ início da pelada na segunda quadra
15h: roda de conversa sobre feminismo, genero e futebol
15h40: apresentação das crianças
16h: início da 2ª fase da Copa Rebelde
+ show do grupo de rap Influência Positiva
16h30: show da MC Luana Hansen
17h: show do MC Rafael + microfone aberto
18h: fim dos jogos da Copa Rebelde
18h – 19h: sarau A Voz do Povo
19h: formação de quadrilha
+ festa junina
+ forró

Outras atividades:
- oficina de malabares
- ensaio aberto Fanfarra do Mal
- atividades com crianças
- musica
- exposição de fotos
- show dos Loco Original Rapers
- brincadeiras juninas

* Contando com a transmissão ao vivo da Rádio Várzea - sintonize 107.7 FM pra ouvir!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O ESTADO REPRESSOR CONTINUA ATUANDO


Os Advogados para a Democracia estiveram presentes nessa terça-feira (01/07) no ato-debate realizado na Praça Roosevelt, em São Paulo, pela liberdade dos presos políticos Fábio Hideki, aluno e funcionário da universidade de São Paulo e do professor Rafael Lusvarghi.

O evento ocorreu com a proposta de aumentar o apoio contra os atos de violência à manifestantes e prisões arbitrárias realizadas pela Polícia Militar.

Antes do início da plenária foi possível perceber que a praça já estava cercada pela PM que se apresentava com cavalaria, tropa de choque e ROCAM (Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicletas) com a clara, desnecessária e criminosa prática de intimidação para que o evento fosse esvaziado e deixando inequívoca a desproporção entre o número de policiais e os participantes de um debate em uma praça pública.

Como se isso não bastasse, policiais sem identificação realizavam revista nos pertences das pessoas que se aproximavam do ato, solicitando seus documentos e informações pessoais dos transeuntes. Uma verdadeira aberração típica de um Estado de exceção que restringe o direito a livre manifestação.

Dois advogados ativistas (Daniel Biral e Silvia Dascal) foram violentamente agredidos e presos ao questionarem policiais sobre a ausência de identificação em suas fardas. Ao chegarem na delegacia, as arbitrariedades continuaram.

O delegado de plantão não permitiu que os advogados identificassem os policiais que os prenderam e também se recusou a registrar o boletim de ocorrência de abuso de autoridade e lesão corporal sofridas. 

Durante o ato foi possível observar algumas cenas curiosas, como um artista cantarolando com seu violão na frente da tropa de choque fortemente armada, como se estivesse indo para a guerra.

Repudiamos, mais uma vez, os excessos praticados pelos policiais bem como a secretaria de segurança pública e o governador do Estado que são os responsáveis por essa prática truculenta e ilegal de seus comandados, os policiais militares.

Não olvidaremos em denunciar tais situações que  agridem visceralmente o Estado Democrático de Direito e continuaremos atuando na defesa incondicional dos Direitos Humanos.