domingo, 26 de abril de 2020

MINISTRA DAMARES OBSTRUI TRABALHO DO COMITÊ NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE A TORTURA DURANTE A CRISE DE CORONAVÍRUS NO SISTEMA CARCERÁRIO


O CNPCT conseguiu se reunir apenas três vezes no novo governo. A Ministra faltou a duas reuniões, inviabilizou uma e cancelou a próxima, que trataria da chegada da COVID-19 no sistema carcerário. Tal conduta preocupa representantes da sociedade civil.

Os membros da sociedade civil do Comitê Nacional de Prevenção e Combate a Tortura têm demonstrado preocupação com o posicionamento da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves. Das três reuniões do Comitê, realizadas durante o governo Bolsonaro, Damares se ausentou de duas, inviabilizou os trabalhos de uma ao desrespeitar as prerrogativas da sociedade civil eleita para o Comitê, e cancelou a próxima. Vale lembrarmos que Bolsonaro decretou o fim da remuneração dos peritos do Mecanismo no ano passado e levou quase 10 meses para empossar os membros do Comitê que representam a sociedade civil. A falta de diálogo e a obstrução do trabalho têm se tornado preocupantes durante momento delicado de pandemia, especialmente após a Ministra cancelar a reunião que ocorreria nesta segunda e terça-feira, 27 e 28 de abril.

Entenda o caso:

A contaminação pela COVID-19 dentro do sistema carcerário brasileiro tem aumentado. Segundo a Secretaria da Saúde do Distrito Federal, 10,7% do total de brasilienses contaminados pelo novo coronavírus estão em privação de liberdade. Peritos do Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura relatam situações igualmente preocupantes no resto do país, com subnotificações no Amazonas e falta de isolamento adequado no Espírito Santo. Denúncias foram recebidas acerca de casos de presos que deveriam cumprir medida no semi-aberto estarem atualmente em regime fechado, em local improvisado e de pouca higiene, no ES. A polêmica medida do Diretor-Geral do DEPEN de solicitar o afastamento das Diretrizes Básicas para Arquitetura Penal (Resolução n. 9/2011-CNPCP), para que possa utilizar contêineres como um meio de criação de vagas temporárias e emergenciais nas unidades prisionais, foi recebida com muita preocupação pela sociedade civil, tendo em vista a precariedade dessas instalações (dados apontam que nestas celas a temperatura pode chegar a 50 graus, e não há ventilação nem luminosidade suficientes - http://www.global.org.br/wp-content/uploads/2015/09/SistemaPrisionalES_2011.pdf).

Nesse contexto, a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, obstrui a articulação entre sociedade civil e governo e impede a implementação de medidas concretas que visem amenizar a situação. Damares cancelou, por meio de ofício enviado às 18:25 da última sexta-feira, reunião do Comitê Nacional de Prevenção e Combate a Tortura prevista para segunda (27) e terça-feira (28).

O Comitê é a instância responsável por avaliar e monitorar junto com o Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura, os espaços de privação de liberdade no país, como o sistema carcerário, o sistema socioeducativo, hospitais psiquiátricos, instituições de longa permanência para idosos, etc, prevenindo e denunciando práticas de tortura e de tratamento cruel, desumano e degradante nesses espaços. A principal pauta do encontro era a situação das pessoas em privação de liberdade frente à pandemia. Impedir a reunião desse colegiado representa uma omissão do Ministério perante situação delicada que envolve diretamente a pasta.


A reunião presencial estava prevista no calendário anual aprovado pela plenária do Comitê no início do ano. Diante do cenário da pandemia e da necessidade de isolamento social, a mesa diretora do Cômite (formada por dois membros do governo e dois membros da sociedade civil) se reuniu e elaborou uma resolução para regulamentar a modalidade virtual da reunião. O documento precisava da assinatura da Ministra, que se recusou a chancelar.

Caio Klein, membro da mesa diretora e representante da ONG Somos - Saúde, Comunicação e Sexualidade explica que, desde que chegou à pasta, a Ministra e seus aliados no Comitê não mostram nenhum apreço à política de combate à tortura. "Além de obstruir os trabalhos do colegiado, agora se utilizam dessa situação de necessidade de reuniões virtuais para cercear nossas prerrogativas de monitorar as atividades dos agentes públicos nesses locais. Isso porque o governo não tem proposta nenhuma para conter a pandemia nas prisões além de deixar as pessoas para morrer presas em containers. Estão mais preocupados em blindar o governo das denúncias do que apurá-las" explica.

Na quinta-feira (23), o gabinete da Ministra Damares, através da sua assessoria especial, enviou e-mail à Coordenação Geral do CNPCT exigindo o cancelamento da reunião ordinária. Dentre os argumentos usados por Damares constam a falta de agenda dos representantes do governo, ignorando a existência dos suplentes nomeados para esse tipo de situação, e o questionamento sobre as competências da Mesa Diretora e da Vice Presidência do Comitê para convocar reuniões e definir pautas. Os membros da sociedade civil que compõem a mesa diretora, Caio Klein, representante do SOMOS, e Vitória Buzzi, pelo Conselho Federal da OAB, propuseram redução da pauta da reunião, para que ela ao menos ocorresse, mas o governo permaneceu irredutível. "A Ministra chega ao absurdo de questionar as competências regimentais da Vice-Presidência e da Mesa Diretora eleita do CNPCT. Tenta usurpar e centralizar todas as atribuições para si, com a evidente finalidade de inviabilizar desde as reuniões ordinárias até as atividades mais banais do Comitê, como a assinatura e o envio de ofícios" opinou Vitória Buzzi. Ela explica que em um cenário mundial de atenção redobrada à COVID-19, a Ministra indica que não vê urgência em tratar do tema da chegada do coronavírus no sistema carcerário brasileiro. "Nós, que acompanhamos de perto a dinâmica nos espaços de privação de liberdade, sabemos que a disseminação da doença no sistema penitenciário é certa, e é a crônica de muitas mortes anunciadas, não só de presos, mas de agentes prisionais, de profissionais de saúde que atuam no sistema e das suas famílias. É alarmante que esse tema não seja urgente para um ministério que diz defender os direitos humanos" explica.


É necessário pontuar que, historicamente, sempre coube à Vice-Presidência do Comitê a assinatura de ofícios e a convocação das reuniões, especialmente quando apenas em cumprimento de um calendário aprovado e plenária, e à Mesa Diretora a elaboração das pautas da reuniões. Ainda, a ausência de ato que regulamente a reunião virtual se deveu por mora da própria Ministra, rotineiramente alheia e ausente dos assuntos afetos ao Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

sábado, 11 de abril de 2020

MANIFESTO EM APOIO À RECOMENDAÇÃO 62 DO CNJ E AO DESENCARCERAMENTO



As instituições e entidades abaixo assinadas manifestam seu apoio à Recomendação do Conselho Nacional de Justiça - CNJ (confira) no sentido de reduzir a superlotação dos presídios e das unidades de internação de adolescentes, com o objetivo de evitar o contágio pela COVID-19 durante a pandemia mundial.

O sistema prisional brasileiro e de socioeducação padecem há anos com as péssimas condições estruturais, superlotação, mortes de causas não violentas e proliferação de doenças graves, como tuberculose e sarna, retrato da sua atuação seletiva orientada pelo racismo estrutural, encarcerando majoritariamente pessoas negras e pobres.

A gravidade das inúmeras violações foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, ao declarar o estado de coisas inconstitucional do sistema prisional na ADPF 347, da mesma forma no Habeas Corpus Coletivo 143.641/SP, protetivo às mulheres e seus filhos, bem como ao reconhecer condições degradantes em unidades de internação de adolescentes, no Habeas Corpus 143.988/ES.

O acerto da Recomendação 62 do CNJ, editada com a celeridade que o atual momento requer, foi reconhecido por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, haja vista o alerta da comunidade científica de que o sistema prisional possui condições ideais para a proliferação do coronavírus. Importante que os Tribunais locais busquem maior incidência da Resolução.

As medidas sugeridas igualmente visam à proteção de milhares de trabalhadores do sistema prisional, como agentes penitenciários, profissionais de saúde, educação, advogados e funcionários de empresas prestadoras de serviços, cuja essencialidade do trabalho torna imprescindível o deslocamento diário para as unidades prisionais e de socioeducação.

Assim, além do apoio irrestrito às medidas adotadas pelo CNJ, é fundamental que o Ministério da Justiça e o Departamento Penitenciário Nacional priorizem a preservação de vidas, deixando de lado disputas políticas secundárias que apenas buscam disseminar um infundado pânico na sociedade, inclusive respeitando a competência do CNJ, a independência do Poder Judiciário e a Constituição da República.

Assinam esse manifesto as organizações listadas a seguir:

Conselho Federal da OAB
ABJD – Associação Brasileira de Juristas pela
Democracia
ABRACRIM – Associação Brasileira dos
Advogados Criminalistas.
AJD – Associação Juízes para a Democracia
Andhep – Associação Nacional de Direitos
Humanos, Pesquisa e Pós Graduação
ASBRAD – Associação Brasileira de Defesa da
Mulher da Infância e da Juventude
Assessoria Popular Maria Felipa
Associação Brasileira de Juristas pela
Democracia -A BJD/ES
Associação de Apoio aos Presos, Egressos e
Familiares – APEF (DF)
Associação Elas Existem
Associação Grupo Orgulho, Liberdade e
Dignidade – GOLD/ES
CEDP – Comissão de Estudos de Direito Penal
da OAB/RJ.
Centro de Estudos em Desigualdade e
Discriminação (CEDD/UnB)
Centro de Referência em Direitos Humanos
da Universidade Federal Rural Do Semiárido –
CRDH/UFERSA
Centro de Referência em Direitos Humanos
Marcos Dionísio da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte – CRDH/UFRN
CFNTX – Centro de Formação do (a) Negro (a)
da Transamazonica e Xingu
Círculo Palmarino – ES
Colégio Nacional de Defensores Públicos
Gerais – CONDEGE
Coletivo Amazônico LesBiTrans
Coletivo por um Ministério Público
Transformador – Transforma MP
Coletivo Rosas no deserto – Familiares,
Amigos/as e egressos/as do sistema prisional -
DF.
Comissão de Defesa do Estado Democrático
de Direito da OAB/RJ.
Comissão de Direito Penal da OAB/SP
Comissão de Direitos Humanos OAB/SP
Comissão de Política Criminal e Penitenciária
da OAB/SP
Comissão de Segurança Pública da OAB/RJ
COMITÊ ESTADUAL DE PREVENÇÃO E
COMBATE À TORTURA DO RIO GRANDE DO
NORTE – CEPCT/RN
COMUNEMA – Coletivo de Mulheres Negras
Maria – Maria
Conectas Direitos Humanos
Conselho Estadual de Direitos Humanos e
Cidadania do Rio Grande do Norte –
COEDHUCI/RN
Defensoria Pública do Estado do Espírito
Santo – DPES
Todas Unidas
Vicariato para Ação Socia, Política e
Ecumênica da Arquidiocese de Vitória-ES
Defensoria Pública do Estado do Rio de
Janeiro
Eu Sou Eu – Reflexos de uma vida na prisão
Fórum de Saúde Penitenciário do RJ
Frente pelo Desencarceramento do DF
Frente Estadual pelo Desencarceramento –
RJ
Frente pelo Desencarceramento de Minas
Gerais
Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas
Privadas de Liberdade de Minas Gerais
Grupo Prerrogativas
Grupo Tortura Munca Mais
IDDD – Instituto de Defesa do Direto de
Defesa
Instituto de Garantias Penais – IGP
Ile Ase Opo Iya Olodoide
Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial –
Baixada Fluminense-RJ
Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre
Drogas – INNPD
Innocence Project Brasil
Instituto Brasileiro de Ciências Criminais –
IBCCRIM
Instituto Carioca de Criminologia
Instituto de Cultura e Consciência Negra
Nelson Mandela
Instituto de Pesquisa e Estudos em Justiça e
Cidadania – IPEJUC
Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB
Instituto Terra Trabalho e Cidadania – ITTC
ISER- Instituto de Estudos da Religião
Laboratório de Direitos Humanos
LADIH/UFRJ
Liberta Elas / PE
Mecanismo Estadual de Prevenção e
Combate à Tortura do Rio de Janeiro
(MEPCT/RJ)
Mecanismo Nacional de Prevenção e
Combate a Tortura (MNPCT)
Movimento Moleque
Movimento Negro Unificado – MNU/ES
NEV – Núcleo de Estudos da Violência da Usp
Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos
CADHu
Observatório da Justiça de Cidadania do RN –
OJC/RN
Pastoral Carcerária Nacional – CNBB
Plataforma Brasileira de Política de Drogas –
PBPD
Rede de Comunidades e Movimentos Contra
a Violência
Rede Justiça Criminal
Rede Nacional de Advogados e Advogadas
Populares no Rio Grande do Norte –
RENAP/RN
Sacerj – Sociedade dos Advogados Criminais
do Estado do Rio de Janeiro
Sindicato dos Advogados e Advogadas – SP (SASP)
Coletivo Advogados para a Democracia (COADE)

Canal Mais Direitos Humanos (+DH)
Conselho da Comunidade da Comarca de São Paulo (CCCSP)
Comissão Justiça e Paz - SP
Campanha Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais 
Movimento Independente Mães de Maio
Observatório das Violências Policiais e Direitos Humanos (OVP)

segunda-feira, 6 de abril de 2020

NOTA DO COMITÊ NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE À TORTURA SOBRE O COVID -19


O COADE – Coletivo Advogados para a Democracia, integrante do Comitê Nacional de Prevenção e Combate a Tortura, uma das entidades que representa a sociedade civil neste órgão, informa que o CNPCT, o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e o Conselho Nacional dos Direitos Humanos assinaram nota onde expressam preocupação com o avanço da COVID -19 entre a população carcerária. 

Íntegra da nota:

O Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, ambos criados pela Lei Federal 12.847, de 02 de agosto de 2013, e Conselho Nacional dos Direitos Humanos, criado pela Lei Federal 12.986, de 2 de julho de 2014:

1 – Manifestam preocupação a respeito da pandemia de Coronavírus (COVID-19), declarada pela Organização Mundial de Saúde no último dia 11 de março, em especial destaca a necessidade de adoção de cuidados especiais para as pessoas sob custódia e responsabilidade do Estado, como as pessoas privadas de liberdade, aquelas obrigadas, por mandado ou ordem de autoridade judicial, ou administrativa ou policial, a permanecerem em determinados locais públicos ou privados, dos quais não possam sair de modo independente de sua vontade, abrangendo locais de internação de longa permanência, centros de detenção, estabelecimentos penais, hospitais psiquiátricos, hospitais de custódia e tratamento, comunidades terapêuticas, casas de custódia, instituições socioeducativas para adolescentes em conflito com a lei e centros de detenção disciplinar em âmbito militar.

2 – Expressam preocupação com o alcance da pandemia na privação de liberdade, tendo em vista as limitações estruturais, amplamente registradas pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e discutidas por esses colegiados, e a condição de superlotação que afeta de forma sistêmica as unidades de privação de liberdade no país, o que facilita a transmissão de doenças infectocontagiosas, tais como tuberculose e doenças de pele.

3 – Reconhecem a relevância das ações de fiscalização como forma de assegurar a transparência do funcionamento, da verificação das condições de vida e de trabalho e da indicação de ajustes e aperfeiçoamento das instituições de privação e restrição de liberdade.

4 – Subscrevem a manifestação de 16 relatores especiais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que exorta os Estados à adoção de medidas preventivas de contenção do contágio proporcionais, necessárias e não-discriminatórias . 

5 – Expressam preocupação com as medidas de contenção que orientam a proibição completa de contato com familiares e confinamento total, por desconsiderar o papel das famílias em garantir a saúde, a ressocialização da pessoa presa, e o eventual provimento de alimentos, remédios e produtos de limpeza às pessoas privadas de liberdade. 

6 – Expressam preocupação com as condições de trabalho dos profissionais que atuam nos espaços de privação de liberdade, em especial no âmbito do sistema penitenciário e socioeducativo, sendo necessário providenciar equipamentos adequados de proteção individual e garantir os afastamentos de saúde nesse período.

7- Destacam como boa prática a publicação da Recomendação n° 62, de 17 de março de 2020, do Conselho Nacional de Justiça, que “recomenda aos Tribunais e magistrados a adoção de medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus – Covid-19 no âmbito dos sistemas de justiça penal e socioeducativo”, estipulando medidas de profilaxia nas unidades de privação de liberdade, bem como recomendando aos juízes das Varas de Execução Penal e das Varas da Infância e da Juventude a reavaliação de medidas de internação e de prisão em regime fechado, facultando a sua substituição por outras medidas adequadas caso a caso, e destacando “a máxima excepcionalidade de novas ordens de prisão preventiva” enquanto perdurar a situação de pandemia provocada pelo novo coronavírus - COVID-19.

8 – Por fim, consultam, com base nos incisos I e II do art. 6° da Lei 12.847/2013, (i) os comitês estaduais de prevenção e combate à tortura sobre as medidas adotadas sobre o COVID-19 na privação de liberdade, (ii) os órgãos responsáveis pela administração do sistema penitenciário e socioeducativo no âmbito federal e estadual e distrital sobre as medidas adotadas para prevenção e contenção da COVID-19 nesses espaços, e (ii) o Conselho Nacional do Ministério Público, a Defensoria Pública da União, a Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos e o Colégio Nacional dos Defensores Públicos-Gerais sobre as medidas adotadas em relação ao COVID-19 no sistema penitenciário e no sistema socioeducativo.

Brasília, 30 de março de 2020.

Vitoria de Macedo Buzzi
Vice-Presidente do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.
Bárbara Suelen Coloniese
Coordenadora Geral do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.
Renan Vinicius Sotto Mayor de Oliveira
Presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos.

quinta-feira, 12 de março de 2020

VERSÃO REVISADA DO RELATÓRIO DE INSPEÇÃO NACIONAL EM HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS


 Do MNPCT

A 2ª edição do Relatório Nacional da Inspeção em Hospitais Psiquiátricos já encontra-se disponível no site do MNPCT. Este relatório é resultado da Inspeção Nacional, realizada em dezembro de 2018, em 40 Hospitais Psiquiátricos, localizados em dezessete estados, nas cinco regiões do país. Tratou-se de uma ação interinstitucional organizada pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).
 
Para a operacionalização da Inspeção Nacional foram criadas, no âmbito dos Estados, coordenações compostas pelos Conselhos Regionais de Psicologia (CRP), Ministérios Públicos Estaduais (MPE) e Procuradorias Regionais do Trabalho (PRT) locais, órgãos autônomos que, para compor as equipes de visita, contaram com representantes de conselhos de classe, do sistema de justiça, de organizações e segmentos da sociedade civil, de órgãos de prevenção e combate à tortura, além de universidades e órgãos das secretarias de saúde.

As distintas coordenações estaduais foram responsáveis pelas visitas aos estabelecimentos psiquiátricos e pela construção e validação dos relatórios estaduais, sobre os quais o presente Relatório Nacional se debruçou para analisar e debater as principais violações de direitos encontradas, à luz de tratados, legislações e normativas nacionais e internacionais. O relatório de cada hospital psiquiátrico inspecionado foi assinado, preferencialmente, por integrantes das Coordenações Estaduais, resguardando as especificidades regionais e a autonomia dos órgãos. Os relatórios estaduais de cada uma das instituições psiquiátricas produzidos pelas equipes locais de inspeção também encontram-se disponíveis aqui no site do MNPCT.
 
A síntese apresentada neste Relatório pretende trazer à tona um panorama da situação atual dos hospitais psiquiátricos que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS). A amostra de serviços visitados, corresponde a aproximadamente um terço do total dos hospitais psiquiátricos com leitos públicos, em funcionamento. Trata-se de uma visão abrangente, construída a partir da perspectiva interinstitucional, base dessa ação nacional, sem perder de vista as especificidades de cada uma das instituições partícipes desse processo.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

(RE)EXISTÊNCIA

"Temos que nos segurar ao que nós temos.
Não faz diferença se conseguiremos ou não.
Nós temos um ao outro e isso já é o bastante para o amor.
Nós vamos dar uma chance."


Mais um período escorreu entre os dedos.
Exatamente como inexoravelmente deve ser.
Não foi apenas mais um período mas sim, o período.  

Ele se junta a outros especialíssimos que a vida nos presenteou.

A imposição da sobrevivência que empurra todos nós para a cegueira, mais uma vez, perdeu.

Foi derrotada pela visceral e constante resistência em defesa da dignidade da pessoa humana.

Com (re)encontros belíssimos de companheiros(as) na mesma trincheira, a existência se mostrou absolutamente impávida, urgente e pulsante.

Locais improváveis com antigos e novos parceiros de (con)vivências surgiram tão necessários e belos quanto o sol após a maravilhosa e inigualável noite.

Se alguns focam as macro objetivas desviantes e confinantes, outros tantos não abrem mão do objetivo horizontal, humanizado e do bom combate. 

Aprendemos a reconhecer nossos defeitos e exaltar nossas qualidades naturalmente. 

Fomos condenados a seguir quebrando impetuosamente as algemas aparentemente invisíveis.

Não importa se está tarde ou cedo, mas apenas o que nos importa. Jamais nos abandonaremos porque sempre estaremos atentos ao cuidar reciprocamente.

Celebremos o simples e infinito agradecimento à vida por seguirmos respirando ares de humanidade juntos.

Há braços!

Coletivo Advogados para Democracia

terça-feira, 29 de outubro de 2019

COADE ESTARÁ NO VIII FÓRUM SOCIAL SUL


ATIVIDADES NA SANTOS MÁRTIRES - SSM.
    Rua Luís Baldinato, 9 – Jardim Ângela.




               < 29.10 (TERÇA-FEIRA) >
 
----- NOITE -----
Abertura do Fórum Social Sul: (Santos Mártires)
19-20h30 - Local: SSM - Auditório Santo Dias
 
             < 30.10 (QUARTA-FEIRA) >
 
----- MANHÃ -----
Fórum dos Fóruns: Uma outra periferia é possível, necessária e urgente
(Fórum de Pesquisadores): 9h-12h - Local: SSM - Auditório Santo Dias
Encontro de articulação dos fóruns do território
Circulo de saúde comunitária
(CSC-CIRCULO DE SAÚDE COMUNITÁRIA): 9h-10h30 - Local: SSM – Sala Irmã Dorothy
Experiência de "Atenção Psicológica e Educação Popular em Saúde Mental Integrada" na UBS Jardim Constância
Oficina de dança Hip Hop - Atividade Cultural
(Arco Associação Beneficente): 11h-12h - Local: SSM – Salão do Santuário
 
----- TARDE -----
Desmistificando os Conselhos Tutelares
(Conselho Tutelar M´Boi Mirim): 14h-15h30 - Local: SSM - Auditório Santo Dias SSM -
O papel e as atribuições do conselho tutelar. Público: crianças e adolescentes
Brincando daqui, brincando de lá: vamos reutilizar / Atividade Cultural
(Santos Mártires): 14h-15h30 - Local: Sala irmã Dorothy
Oficina de reciclagem e debate de sustentabilidade e meio ambiente
Banda Ouvindo Vozes - Atividade Cultural
(CEJAM): INTERVALO - 15h30-16h - Local: SSM - Auditório Santo Dias
Apresentação musical
 
----- NOITE -----
A escrita como forma de cura
(Revista Amazonas): 19h-21h - Local: SSM – Sala Irmã Dorothy
Elaborando nossa trajetória, traumas e a violência machista por meio da palavra escrita. Público-alvo: Mulheres
Escrita Criativa para Mulheres Negras (Thaisa Juliana C. de Oliveira): 19h-21h - Local: SSM - Sala Inglês A escrita livre como caminho para nutrir os sonhos e enfrentar os medos e angústias
Parto Humanizado
(USP Leste): 19h-21h - Local: SSM - Sala Mova
Mulheres e homens debatem o parto humanizado
Pesquisa Social
(PUC e Santos Mártires): 19h-21h - Local: SSM - Auditório Santo Dias
Resultados do curso realizado com jovens de M'Boi Mirim + Roda de conversa sobre desigualdades e juventude periférica
Encontro de saraus do território
(APOEMA e Rede Ubuntu): 19h-20h30 - Local: SSM - Salão do Santuário
Haverá intervenções artísticas durante o debate dos grupos de sarau


               < 31.10 (QUINTA-FEIRA) >
 
----- MANHÃ -----
Feira Solidária
(AMESOL, MMM, Ninho da Esperança, Arco Associação Beneficente, CEJAM)
9h-17h - Local: SSM - Espaço Externo / Venda de produtos artesanais
Seminário - Saúde Reprodutiva (CEJAM)
09h-12h30 - Local: SSM - Auditório Santo Dias
Ascensão de casos de gestação na infância e adolescência e DSTs
Oficina de Compostagem (OS Monte Azul - PAVS)
9h-10h30 - Local: SSM - Salão do Santuário
Como reduzir nosso impacto ambiental por meio da compostagem?
Cultura, Educação e Direitos Humanos (Mediação Ruivo Lopes)
09h-10h30 - Local: SSM - Sala Irmã Dorothy
Práticas transversais sobre os temas cultura, educação e direitos humanos
As violências e suas construções
(OS Monte Azul): 9h-10h30 - Local: SSM - Sala Inglês
As construções subjetivas, políticas, econômicas, sociais e culturais da violência
Lugares, lutos e lutas
(INCIDIR-USP): 9h-11h - Local: SSM - Sala Mova
As lutas dos moradores do território + oficina de mapas
Coragem Contagiosa: o que queremos para todo o Brasil
(Anistia Internacional): 11h-12h30 - Local: SSM - Sala Irmã Dorothy
Práticas e reflexões em direitos humanos
Lançamento do livro "Flores para Inês" - Atividade Cultural
(Santos Mártires): 11h-12h30 - Local: SSM - Espaço Externo
Conversa com o autor sobre o modo de vida do povo na periferia


----- TARDE ------
Seminário de Inclusão
(Fórum da Inclusão): 14h-17h30 - Local: SSM - Auditório Santo Dias
Discussão sobre os avanços e desafios para as pessoas com deficiência em M'Boi Mirim
Para que os Direitos das Mulheres não virem lenda
(Santos Mártires): 14h-16h - Local: SSM – Salão Casa Sofia
A violência doméstica e suas consequências. Onde buscar ajuda no Jd. Ângela e São Luís, Campo Limpo e Capão Redondo
Como podemos enfrentar o uso de drogas?
(CEJAM): 14h-15h30 - Local: SSM - Sala Irmã Dorothy
História do uso de trocas no Brasil e debate sobre alternativas de enfrentamento
Comida e feminismo: a agroecologia como resistência ao agronegócio
(SOF Sempreviva Organização Feminista): 14h-15h30 - Local: SSM - Sala Inglês
As experiências de agricultoras periféricas de SP e grupos de consumo com agricultoras quilombolas/Vale do Ribeira
Bordando nas Bordas / Atividade Cultural
(Coletiva Tear&Poesia de Arte Têxtil): 14h-15h30 - Local: SSM - Sala Mova
Exposição artística, exibição de DVD e lançamento do livro e calendário
Cooperativismo e geração de renda
(Cooperativa Hab. Central do Brasil - COOHABRAS): 16h-18h - Local: SSM - Sala Inglês
O cooperativismo como alternativa econômica para as famílias de baixa renda efetivarem seus direitos sociais
Cuidado Integral e Terapia Comunitária
(Santos Mártires e SIMCICAF): 16h-18h - Local: SSM – Sala Irmã Dorothy
Economia Feminista e Solidária
(AMESOL): 16h-18h - Local: SSM - Sala Mova
Troca de experiências sobre a economia solidária feminista


------ NOITE ------
Espetáculo Teatral - Francisca Travessia - Atividade Cultural
(Grupo Identidade Oculta):
18h30-19h Local: SSM - Espaço externo ou Auditório Santo Dias
Feminismos, Resistências e Lutas das Mulheres
(CDCM Mulheres Vivas, Marcha Mundial das Mulheres, Fundação Julita):
19h-21h - Local: SSM - Auditório Santo Dias
Feminicídios + As lutas atuais das mulheres e os processos de auto-organização diante as transformações da sociedade + O corpo feminino e os espaços públicos
Meritocria x Democracia: Como essa relação afeta o nosso Direito?
(COADE - Coletivo de Advogados para a Democracia): 19h-21h - Local: SSM - Sala Inglês
A naturalização da violência na sociedade
O enfrentamento do racismo e genocídio dos jovens negros e indígenas das periferias (Quilombo Invisível): 19h-21h - Local: SSM - Sala Irmã Dorothy
Partilha de experiências da Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio e da Frente Estadual pelo Desencarceiramento em SP.





              < 01.11 (SEXTA-FEIRA) >
 
----- MANHÃ ------
Feira Solidária
(AMESOL, MMM, Ninho da Esperança, Arco Associação Beneficente, CEJAM)
9h-17h - Local: SSM – Espaço Externo / Venda de produtos artesanais
Espetáculo Teatral – Kalunga Grande. Rios de Sangue. Corpos Negros Jogados ao Mar
(Grupo Identidade Oculta e Espaço Cultural Cazuá)
9h-9h30 - Local: SSM - Auditório Santo Dias
A resistência e a luta pelas vidas nas periferias
(Fórum em Defesa pela Vida): 9h30-12h30 - Local: SSM - Auditório Santo Dias
"Ninguém mete a colher": um debate sobre masculinidade
(INOVA): 9h-11h - Local: SSM - Sala Irmã Dorothy
O enfrentamento da violência doméstica na região sul a partir da ótica masculina
Oficina de estêncil - Atividade Cultural
(CEJAM): 9h-10h30 - Local: SSM - Sala Mova /Faça sua própria camiseta.
Agricultura Urbana na região da M'Boi Mirim
(Fórum das Águas, Coletivo Dedo Verde, CEAPG - FGVSP)
11h-12h30 - Local: SSM - Sala Irmã Dorothy
Lançamento de vídeo fruto de uma pesquisa realizada durante três anos no território
Sexualidade na Adolescência
(OS Monte Azul): 11h-12h30 - Local: SSM - Sala Inglês
O direito ao desenvolvimento saudável da sexualidade de adolescentes.
 

----- TARDE ------
O que faz da casa um lar?
(NUPRAD/ PUC-SP): 14h-17h30 - Local: SSM - Auditório Santo Dias
Reflexões sobre a contradição entre direito à moradia e as habitações precárias das periferias urbanas
A prevenção do suicídio de jovens
(Plan Internacional Brasil): 14h-16h - Local: SSM - Sala Irmã Dorothy
A importância da saúde emocional e do respeito as diversidades das juventudes.
Oficina de Mapeamento Participativo
(FGV SP): 16h-18h - Local: SSM – Sala Pe. Ezequiel (1º Andar)
Capacitação em mapeamento participativo na plataforma Open Street Map. Público: Moradores de M'Boi Mirim
Oficina Construa vasos com garrafas PET - Atividade Cultural
(Verde & Água Sustentabilidade): 14h-15h30 - Local: SSM - Sala Mova
Reaproveite materiais e crie vasos para plantas ornamentais e temperos
Black Power: quem foi que disse que meu cabelo é ruim?
(Coletivo IFE): 14h-15h30 - Local: SSM - Sala Inglês
Rima Arco - Atividade Cultural
(Oficina de Rima Arco): INTERVALO - 15h30-16h - Local: SSM - Espaço Externo
Alunos compartilham suas criações
Mobilidade Urbana
(Mov. pela melhoria do transporte da região): 16h-17h30 - Local: SSM - Sala Mova
A questão da mobilidade urbana na região de M’Boi Mirim
Assistência Social, Territórios e Famílias
(Santos Mártires e SIMCICAF): 16h-17h30 - Local: SSM – Irmã Dorothy
A precarização da Assistência Social como política pública e o esvaziamento dos eixos território e família
Blocos de Carnaval M' Boi
(Redes de Blocos de M'Boi Mirim): 16h-17h30 - Local: SSM - Sala Inglês
Lançamento da rede de blocos de rua de M'Boi Mirim com intuito de potencializar e fortalecer esses coletivos da região
 

----- NOITE -----
ENCERRAMENTO
Blocos de Carnaval M’Boi Mirim
19h-20h30 - Local: SSM


                   < 02.11 (SÁBADO) >

 
24ª. Caminhada pela Vida e pela Paz
8h-12h – Largo Jd. Ângela / Santos Mártires até Cemitério São Luiz
8h-12h – Largo Nossa Senhora do Carmo / Capão Redondo até Cemitério São Luiz
8h-12h – CEU Casa Blanca / Jd. São Luiz até Cemitério São Luiz


 ATIVIDADES EM OUTROS ESPAÇOS

           < 30.10 (QUARTA-FEIRA) >

 
----- TARDE -----
Ato 40 anos do assassinato de Santo Dias
(Comitê Santos Dias): 14h - 17h. Local: Rua Quararibeia, altura n.200 e depois caminhada até o cemitério Campo Grande seguida de celebração
Oficina de encadernação de livros (Editora FiloCzar)
14h-16h - Editora FiloCzar - Rua Durval Guerra de Azevedo, 511 - Pq. Santo Antônio
A proposta é apresentar os vários tipos de encadernação de livro e como podem ser feitas de modo artesanal
Feira Solidária UBS PNSA e comunidade em geral
(PAVS CEJAM): 14h-17h - AMA/UBS Pq. Novo Santo Amaro - Rua Porta do Prado, n. 18
Feira de artesanato com exposição de artesanatos confeccionados pelo grupo de artesanato
Alimentação saudável nos primeiros aos de vida
(Fundação Julita): 14h-15h30 - Rua Nova Tuparoquera 249 - Jd. São Luiz
Oficina sobre alimentação saudável nos primeiros anos de vida e enfrentamento da desnutrição infantil.
Desafios das pessoas idosas no território
(UPM // NCI - Vida Ativa.): 15h-17h. Local: Rua Maria Blanchard, 248 – Capão Redondo
A perca de direitos e as dificuldades dos idosos
Oficina de Dança para a Terceira Idade
(UPM // NCI Campo Limpo): 16h-17h30 - Local: Rua Martinho Vaz de Barros, 538 – Campo Limpo // Atividade Cultural


             < 31.10 (QUINTA-FEIRA) >

 
----- MANHÃ -----
Paulo Freire Vive! Círculos de Experiências Periféricas (CDHEP)
9h-17h - CDHEP - Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 180 - Pq. Maria Helena
CDHEP em parceria com A Banca, Macambira Sociocultural e Rede Ubuntu.
Programação detalhada: www.cdhep.or.br/paulofreirevive
Dança Circular (OS Monte Azul)
9h-10h - CAPS AD II – Jd. São Luiz - Rua Luciano Silva 179 - Vila das Belezas
A tradição, interação e união por meio da dança terapêutica
Ginástica Comunitária (PAVS)
9h-10h - Centro Pastoral São Marcos - Rua do Tom Maior, sn - Jd. Santa Margarida
Atividade física de grau moderado destinada a faixas etárias variadas
Drogas: desconstruindo mitos (OS Monte Azul)
11h-12h - CAPS AD II Jd São Luiz - Rua Luciano Silva 179 - Vila das Belezas
O uso de drogas a partir da perspectiva biopsicossocial


----- TARDE -----
O germinar da vida: oficina de flores e contação de história
(OS Monte Azul): CAPS AD II Jd São Luiz - Rua Luciano Silva 179 - Vila das Belezas
Oficina de flores com contação de histórias e exposições artísticas
Saúde da Mulher
(UPM): Casa da Mulher e da Criança - Rua Zacarias Mazel, 128 – Jd. Mário Sampaio
Desconstrução dos paradigmas de opressão sobre a saúde das mulheres
Envelhecer saudável: direitos e deveres
(UPM / NCI Jd. Rebouças) - Rua Lourenço Saporito, 124 - Jd. Ana Maria
Partilha de experiências
 

----- NOITE -----
Batalha de Rima/Atividade Cultural (Associação Beneficente Juacris Jd. Rosana)
18h - Rua Reverendo Peixoto da Silva, 121 - Jd. Rosana.
A Força de se estar vivo e poder contar nossa própria história


              < 01.11 (SEXTA-FEIRA) >

 
----- MANHÃ -----
Paulo Freire Vive! Círculos de Experiências Periféricas (CDHEP)
9h-17h - CDHEP - Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 180 - Pq. Maria Helena
CDHEP em parceria com A Banca, Macambira Sociocultural e Rede Ubuntu.
Programação detalhada: www.cdhep.or.br/paulofreirevive
Violências no parto contra as mulheres negras (CDCM Mulheres Vivas)
11h-12h30 Local: CDCM Mulheres Vivas. Rua Martinho Vaz de Barros, 257
As mulheres negras são as que mais morrem nos partos. O afeto e o cuidado frente as situações de violência obstétrica
Alimentação saudável (CEJAM)
9h-10h30 - UBS Parapanema - Rua Pietro da Milano, 100
Oficina de alimentação saudável por meio do uso de temperos naturais