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quarta-feira, 12 de junho de 2013

NOTA DE REPÚDIO



O Coletivo Advogados para a Democracia repudia a manifestação realizada pelo promotor Rogério Zagallo através do Facebook na última segunda-feira (10/06). 

As declarações do Sr. Zagallo, além de criminosas, demonstram uma absoluta incapacidade de entendimento da realidade social que vivemos em São Paulo. As suas afirmações confirmam que apesar deste senhor ser promotor e professor, não lhe resta outra alternativa senão viver no mundo simplista do senso comum.

Dentre as aberrações propaladas, ele chama cidadãos que nem conhece de “bugios” (primatas) e “revoltados”. Clama para que e tropa de choque mate os manifestantes (que ele chama de “filhos da puta”), afirma que o Tribunal de Júri daquela região é dele e que arquivaria o inquérito policial se os policiais realizassem o que ele pedia. Ele segue xingando “petistas” e afirma “ter saudades da época em que esse tipo de coisa era resolvida com borracha nas costas...

Enfim, uma aula de intolerância, discriminação e preconceito.

Tal fato precisa servir de reflexão à sociedade e, em especial, ao Ministério Público de São Paulo que vê diante de si uma situação repugnante criada por um de seus membros.

O Conselho Nacional do Ministério Público não pode se calar e precisa seguir o que diz o seu Regimento Interno e também a Constituição Federal em casos como esse instaurando processo administrativo disciplinar e aplicando as sanções cabíveis.

São Paulo, 12 de junho de 2013.

terça-feira, 22 de maio de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO DETERMINA NOVAS DILIGÊNCIAS NO CASO EXTRA


Do AFROPRESS

S. Paulo - O Ministério Público de S. Paulo determinou a realização de novas diligências no caso dos três menores negros agredidos e humilhados por seguranças do Hipermercado Extra, do Grupo Pão de Açúcar, da Marginal do Tietê na Penha.

A promotora Vânia Maria Tuglio, que acompanha o caso, devolveu o Inquérito ao delegado Marcos Aníbal Arbues Andrade, do 10º DP da Penha e determinou que a Polícia Civil ouvisse novamente os três para que fizessem o reconhecimento, por fotos, das dependências da loja para onde foram levados, sob a acusação de que teriam furtado mercadorias que haviam sido pagas.

Os menores T., hoje com 11 anos, W. e M., respectivamente com 13 e 14 anos, foram obrigados a tirar a roupa sob a ameaça de chicotes e xingados de “negrinhos fedidos”. Além das ameaças e xingamentos, W. e M disseram à Polícia que também foram agredidos com tapas no peito e nas áreas genitais.

O caso aconteceu em janeiro de 2011, e a família de T. já foi indenizada pelo Pão de Açúcar. O Grupo, porém, se recusa a extender o valor da indenização de R$ 260 mil às famílias dos dois outros menores e, segundo o advogado Alexandre Mariano, constituído pela família de ambos, vem tentando abafar a investigação.

Reconhecimento

No ato de reconhecimento ocorrido na semana passada, W. e M. reconheceram a sala em que foram agredidos. T, contudo, não compareceu. Segundo Mariano, o pai do menor, Diógenes Pereira da Silva (foto), mudou de postura após ser indenizado, passou a ter comportamento arredio e não vem atendendo às convocações para depor.

O advogado disse que pedirá uma reunião com a representante do Ministério Público para relatar as dificuldades que tem sido criadas pelo Grupo Pão de Açúcar para apurar o caso de agressão que teve repercussão nacional e internacional a partir da denúncia feita pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP e do noticiário da mídia e dos telejornais das principais redes de TV.

Operação Abafa

Segundo o Mariano, o Grupo tem atuado para que a investigação não seja conclusiva quanto a responsabilidade de dois dos seguranças acusados e já reconhecidos pelos menores. Embora tenham sido reconhecidos, Márcio Ojeda e Jefferson Alves Domingos não foram indiciados pelo delegado. Este último, inclusive, de acordo com o advogado, continua trabalhando normalmente na loja.

O advogado disse que manifestará ao MP sua estranheza pelo fato de os acusados – mesmo reconhecidos – não terem sido formalmente indiciados no Inquérito.

“A situação é ainda mais grave porque o Grupo Pão de Açúcar vem se utilizando disso para não reconhecer sua responsabilidade pela agressão aos dois outros menores, enquanto – indiretamente – assumiu, no caso de um deles, ao indenizá-lo”, afirmou.

CRIMINOSA CONDENADA


Do Blog MIDIA CARICATA

A estudante Mayara Petruso (aquela que de forma preconceituosa e discriminatória afirmou que “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!" através de sua conta no Twitter durante a última eleição presidencial) foi condenada pela Justiça Federal a 1 ano, 5 meses e 15 dias de reclusão. Como há previsão legal, a pena foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa.

Essa "cidadã" do alto da sua revolta diante da confirmação da vitória de Dilma Rousseff mostrou não apenas a sua verdadeira face mas também as dos setores conservadores da nossa sociedade. A sua manifestação simplesmente condiz com boa parte daqueles que apoiaram o candidato derrotado e que também participaram de sua campanha presidencial (vale lembrar que se tratou da campanha mais suja de todos os tempos com práticas inclassificáveis do staff de José Serra).

Este "sujo" blogueiro entende que o promotor do caso deve recorrer da sentença por se tratar de uma punição pífia diante de um ato absolutamente perverso.

Pra cima dela Ministério Público!