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quarta-feira, 21 de maio de 2014

ADVOGADOS PARA A DEMOCRACIA PARTICIPAM DE OFICINA DO PROJETO COMUNICA DH

Integrantes do COADE estão participando da oficina sobre 'Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão' que abre o Projeto Comunica DH da Incubadora de Projetos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC).

O objetivo é oferecer à população atividades gratuitas de formação em comunicação sobre direitos humanos e cidadania.

Parabenizamos a iniciativa da Prefeitura em levar esse importante debate à sociedade. Acreditamos que a única forma de democratizarmos os meios de comunicação, respeitando a Constituição Federal e os Direitos Humanos, é levando informação aos cidadãos fazendo com que eles reflitam sobre a importância do tema para que juntos possamos acabar com a ditadura midiática que desde sempre, infelizmente, existe em nosso país.

Não há democracia sem comunicação democratizada.

A oficina teve início na segunda-feira (19/05) e terminará em julho. As inscrições ainda podem ser feitas no link http://bit.ly/1okcOfD.

Matéria sobre a oficina:



Incubadora de Projetos
Rua Otto Alencar, 270, Cambuci
Tel.: (11) 3208-2020
Comunica DH: inscrições no link
http://bit.ly/1okcOfD
E-mail:
comunicadh@prefeitura.sp.gov.br


domingo, 15 de julho de 2012

AÇÃO DO MP PEDE CONDENAÇÃO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO POR TRUCULÊNCIA COM MORADORES DE RUA



Do MPSP

O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, área de Inclusão Social, ajuizou ação civil pública contra a Prefeitura de São Paulo devido às abordagens às pessoas em situação de rua feitas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). 

Uma representação encaminhada à Promotoria relatou agressões cometidas por agentes públicos da Prefeitura e GCM’s, além da subtração de bens de moradores de rua, no centro da Capital. Posteriormente, diversas outras notícias e representações chegaram ao MP, noticiando novos casos de abordagens truculentas realizadas pelos guardas civis contra a população em situação de rua. 

O MP apurou que o modo de agir dos guardas teria sido estabelecido por meio de metas pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana e pela GCM. “A ‘limpeza’ de moradores de rua, principalmente os que ficam em locais de maior visibilidade eram uma recomendação”, relata a ação. 

Declarações do presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos, Carlos Augusto Souza Silva, à Comissão dos Direitos Humanos da Câmara de São Paulo, confirmaram que os objetivos da Corregedoria da GCM teriam sido desviados para priorizar a fiscalização do cumprimento ou não das referidas metas, sob pena de punição aos guardas. 

Em outra reunião da Comissão, o representante do Sindguardas-SP, Clóvis Roberto, destacou o suposto descontentamento da classe em relação a essas ordens e alertou que, apesar de não constar expressamente em nenhum documento a permissão para que os guardas civis utilizem a força durante a abordagem ao morador de rua, as ordens emanadas deixavam implícito que as mencionadas metas devem ser cumpridas pelos “meios necessários”, pois, caso contrário, os próprios guardas seriam responsabilizados. 

A ação, movida pelo promotor de Justiça Alexandre Marcos Pereira no último dia 4, pede a condenação da Prefeitura, a título de reparação por danos morais e coletivos em prejuízo da população em situação de rua de São Paulo, e também a condenação a “indenizar os danos morais suportados por todas as vítimas de agressões (aqui incluídas as de natureza física e psicológica) resultantes dos excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens em razão da pessoa se encontrar em situação de rua”. 

O valor pedido para as indenizações é de R$ 20 milhões.
 Leia a Ação